Bases e esconderijos: o que compensa mesmo construir
A construção é a parte de DayZ em que se investem mais horas e se cometem os erros mais caros. O princípio de partida é contraintuitivo: uma base não o protege, sinaliza-o. Tudo o resto decorre daqui.
Porque falham as bases grandes
Uma estrutura visível comunica três coisas a quem passa: aqui há material, aqui há alguém e aqui vale a pena voltar. O tempo necessário para desmontar uma defesa é quase sempre inferior ao tempo que se levou a construí-la, e quem ataca escolhe a hora em que o dono não está ligado.
Para um jogador solitário ou para um grupo pequeno, a estratégia sensata é a dispersão: vários esconderijos pequenos, em pontos diferentes, nenhum deles com tudo lá dentro.
O que compensa mesmo construir
- Tendas escondidas — a solução com melhor relação entre custo e utilidade. Devem ficar em vegetação densa, nunca junto a trilhos ou clareiras, e nunca duas na mesma depressão do terreno.
- Contentores enterrados — invisíveis se colocados com critério, ideais para a segunda cópia do equipamento importante.
- Pequenas vedações funcionais — úteis para proteger um veículo ou criar um ponto de abrigo, não para fingir uma fortaleza.
- Cadeados de combinação — atrasam, não impedem. Quem tiver tempo e ferramentas entra na mesma: servem para desencorajar quem passa por acaso.
Materiais: ler o menu, não os guias antigos
As quantidades exatas de troncos, tábuas e pregos mudam de versão para versão e por vezes de servidor para servidor. Por isso não publicamos uma tabela de números destinada a envelhecer mal: o menu de construção mostra no ecrã aquilo de que cada elemento precisa no momento em que o coloca.
O que não muda é a sequência: kit de base, estrutura portante, fecho das paredes e eventual reforço. Cada fase exige ferramentas diferentes, e ficar sem pregos a meio do trabalho é o erro mais frequente de todos.
Escolher o local
- Longe dos percursos naturais. As pessoas deslocam-se ao longo de estradas, costas e vales: construa onde não há motivo para passar.
- Nada de vista panorâmica. Se do seu abrigo se vê meia região, meia região vê-o a si.
- Cobertura vegetal a sério. Verifique o aspeto visto de fora, andando à volta e olhando de longe: por dentro tudo parece escondido.
- Água por perto, mas não colada. As bombas de água são locais frequentados; convém tê-las a alguns minutos, não à porta.
- Duas vias de saída. Um abrigo com um único acesso é uma armadilha quando alguém o descobre.
Gestão do equipamento
Nunca guarde tudo num só sítio. Um critério prático é dividir em três: o que traz no corpo, o que serve para se pôr de pé outra vez depois de uma morte e o que é excedente. As duas primeiras categorias ficam em locais diferentes; a terceira é aquela que se pode dar ao luxo de perder.
Manutenção e realidade do servidor
As construções e os contentores têm uma duração: se não forem visitados periodicamente, desaparecem. Vale a pena saber isto antes de investir horas num projeto que ninguém irá manter. Quem joga poucas horas por semana tira mais partido de duas tendas escondidas do que de uma estrutura ambiciosa.